O hipertexto é formado por hiperdocumentos – ou textos – conectados na rede através de hiperlinks. Possui a característica da multilinearidade, fazendo com que o interagente não precise seguir um único caminho na leitura, diferindo, por exemplo, da leitura de um livro. É o leitor que constrói a interação. No entanto, ainda assim, há um condicionamento para se enveredar em determinada direção na leitura hipertextual, e os co-links vêm pra romper esse paradigma.
O co-link possibilita ao leitor criar seus próprios links a partir de uma leitura e também editar e criar textos no hipertexto. É um conceito que ultrapassa as características do hipertexto tradicional. Em verdade, pode-se dizer que é uma evolução do hipertexto.
Diferentemente do hipertexto tradicional, os co-links irão possibilitar que o interagente saiba quais as associações foram feitas por outro leitor a partir do mesmo texto, e que ele inclua as suas próprias, através de novos links ou criação e/ou edição de textos. Em síntese, facilita encontrar o conhecimento que se busca. Um exemplo muito próximo ao projeto Co-link é a famosa Wikipedia. Nela, o internauta encontra diversos links com assuntos relacionados àquele no qual ele se encontra e conta com a possibilidade de edição e acréscimo de informações naquele espaço.
2 - Retirado do site http://www.pere-lachaise.com/
Localização no ambiente virtual:
O túmulo:
O exemplo do cemitério francês de Père-Lachaise demonstra o encurtamento da noção de espaço e tempo. Através da internet, de praticamente qualquer lugar da Terra, podemos ter acesso e conhecer, ainda que superficialmente, vários ambientes virtualizados.
É evidente que a visita pessal é muito mais enriquecedora do que a virtual, mas que, ainda assim, vem a acrescentar no conhecimento do indivíduo.
3 - Informações no ciberespaço
As relações sociais passarão por grandes transformações com o advento das redes sociais e a evolução da internet. Os indivíduos precisarão adaptar-se a aprender a lidar com as novas tecnologias de comunicação. O grande diferencial é que tudo aquilo que dito – ou melhor, escrito – no hipertexto, provavelmente será perpetuado.
Enquanto seres humanos, mudamos de opinião a cada instante, evoluímos e modificamos conceitos, agregamos outros valores, etc. Logo, o indivíduo poderá não mais compactuar com aquilo que por ele foi escrito há dez anos. No entanto, a informação estará ali para quem quiser e puder vê-la, e quem o fizer, não fará questionamento algum, vai associar aquela ideia à pessoa.
Tais argumentos são justificados quando Eric Schmidt diz que os usuários de redes sociais devem mudar de identidade para escapar de um passado digital, devido a grande quantidade de informações pessoas registradas que nelas são registradas.
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